Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
A luz que desperta cada olhar...
Move cada incerteza esquecida
Ao longe tudo parece perfeito
A grandeza das imperfeições é fugaz.
Há paragens que nos levam
Chegadas que nos trazem
Pessoas que nos esperam do outro lado da margem.
Está estampado em ti
No rosto que carregas
Na expressão infinita dos teus olhos.
No encoberto dos meus sonhos
Na luz da minha presença
Subtileza das minhas palavras
Pobreza das acções.
Enfraquecimento das razões
Busca de sensações
Descoberta de emoções
Fuga de associações
Chuva de trovões.
Em cada esquina um salvador
Um santo promissor que desce dos céus
Aglomera-se na multidão.
Ao longe, um toque, um sinal, uma luz
Uma chama ardente consumida pelo luar
Uma semente, um olhar distante e ausente
Uma réstia de gente aclama suavemente
Por um corpo ausente.
Figuras emergentes
Loucuras dementes
Origens diferentes
Paraísos eloquentes
Fortalezas impertinentes.
[ Exposição António Joaquim - evocações ]
Preso aos recantos do Porto olhos escondidos por entre doces sonhos famintos de descoberta:
Longos traços carregam contrastes.
Vagos caminhos pintados em telas de saudades.
Um amontoado de cores presos envoltos de vontades.
Casas despertas a longos olhares.
Enigmas expressam diversas realidades.
Na pobreza das horas que se perdem em mares.
Fechadas as portas ocultam maldades.
Atrás da alma se escondem milhares.
Janelas cerradas despertam curiosidades.
Naturezas caídas perdem irmandades.
Aqueles caminhos suportam longas idades
A calma das águas agita efemeridades.
A força das ondas move eternidades.
Aclamo aos olhares profundos e audazes.
Nus e superficiais corpos ondulantes.
Os céus reinam em todos os caminhos errantes.
Campos floridos perdem-se nas cidades.
Passos estranhos caminham por longas águas.
No tempo de paz reinam corações
Paredes suportam gerações
Iluminam terras despidas de sensações
No silêncio encontro recordações
Nas ruas deambulações
Percorro espaços com emoções
Gentes alheias a boas acções
Repousos gastos de protecções
Barulhos despertam multidões
Perco conta às ilusões
Adivinho tenras suposições
Descrevo manifestações
Aclamo todas as observações
Esqueço todas as invocações
Sento-me com as lamentações
Acordo com as aspirações
Termino com as orações.
Sopra ao longe o vento da saudade
Vagueia a dor presa pela idade
Caminho longe da vontade
Aclamo momentos de verdade
Encontro gentes de cidade.
07/04/2008
Porque há beleza no monólogo triste...
Cada lágrima é um pedaço que vemos partir para longe.
Uma lembrança feita prisioneira do passado que liberta a pureza que restou de um dia.
A poeira da incerteza marca para sempre o destino que nos deu impulso
Longe de nós quem seremos quando tudo perder identidade.
Nas noites a música a mesma que ecoa no meu interior como um cristal
Escorrega das mãos mas que uma força maior não deixa quebrar.
É tudo o que tenho e não posso considerar meu.
Hoje não há lua...
Apenas este vento que gela os corações
A estrada para quem deseja o regresso.
O começo para quem desperta
Esperança para aqueles que procuram
O amanhecer que renova.
Quando sentes que ninguém te compreende
Que mais ninguém te vê.
Que o céu se encheu de chuva, o mar perdeu maré.
Que o tempo levou as certezas, que a noite perdeu belezas.
Que o adeus virou presença e a saudade encontrou grandeza.
Que em tudo falta cor e a luz perdeu sabor.
Que o mundo virou dor e a nudez
Indolor.
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
Há liberdades que o tempo nos concede...
A praia é o deserto escondido cercado pelo vento
As ondas são turbulentas achadas a descoberto
Sou o movimento que une esta areia ao silêncio dos meus passos
Perante todos os ruídos que sobressaltam a minha cabeça.
Por momentos desejei as palavras que não dizes
Ser tudo aquilo que prende a nossa atenção num gesto puro.
Por mais que o corpo ocupe a sombra
Estará sempre à espreita um momentos frágil
Para surgir do acumular das coisas que cedem.
Porque penso,
E esta capacidade humana esta longe de ser perfeita.
Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
Traçados...
O meu olhar observa tudo o que não conheço
A paisagem diz-me que estarei longe.
As nuvens são bolas de algodão que apetece trincar.
Na aldeia, as noites são imensas as estrelas brilham mais e o silêncio esta pendurado nas paredes.
O avô adormece sentado ao leito da lareira que aquece os nossos corações.
A avó segura a cabeça cansada das rugas que pesam.
O cão vence no tempo também ele sente que já foi melhor que todos nós.
As casas caem nas ruínas e as ruas já foram movimentadas.
Eu relembro na minha pequenez quando pisava o chão
Hoje as paredes guardam as brincadeiras que a infância reuniu.
Imagino como será viver aquilo que não habito
Como seria se não agora o que sinto.
Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007
Infinito fim...
Silenciosamente a corda partiu
Somos agora duas pontas soltas à deriva que o mundo coloca à nossa volta.
Pode um sonho ser triste quando tomamos consciência dele e
Nada mais fazer se tudo o resto não define o sentir.
Talvez não está destinado e até que ponto forçamos algo que não vai acontecer
Talvez tenha que fechar tudo no baú das emoções e guardar a chave onde não lembre facilmente
Talvez depois de aberto as emoções encontrem ordem para fluir e numa outra estabilidade seremos felizes.
Guarda no sitio onde as coisas boas permanecem para sempre.
Um dia alcançarei um mundo melhor.
Não sinta não pense não exista em mim.
Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007
In The Middle Of You...
Penso em ti com o sorriso da beleza do toque dos teus lábios.
Penso em ti quando sinto a natureza que engloba tudo à tua volta.
Penso em ti no encontro da magia indelével que marca o desejo que fiques comigo.
Penso porque, não recordar é como apagar do céu todas as estrelas que numa altura das nossas vidas procuramos.
Penso porque... existes daquela maneira.
Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Tu sabes que é para ti...
Tornam-se longos os momentos que a saudade encontra o regresso às raízes das minhas emoções.
O coração dói a cabeça pesa e as lágrimas caem.
Vejo presente o encontro com a ineficácia das minhas acções.
Existe a barreira que desaba tudo o que construi sem lhe conseguir fazer frente.
Apesar de vencido à partida não alcanço o fim desta jornada de sofrimentos colectáveis.
Uns após muitos, vou lamentando os pequenos memoriais que dão vida a todas as sensações que um dia soube identificar.
No agora sou remetido ao nada que ficou depois de libertados os impulsos de dois seres que foram levados.
No campo das sombras ninguém regressa mas,
De noite ao deitar espero no silêncio daquelas paredes a hora em que me perco.
Os escassos momentos que separo da lucidez descansam em parte alguma após mais um dia.
O perfume espalha os sorrisos onde nada existia.
Desculpa todas as vezes que julguei poder mudar o mundo.
Queria ser o brilho nos teus olhos quando a luz se apagar e nos deixarmos perder.
sinto-me:
Segunda-feira, 18 de Setembro de 2006
A ti...
Porque,
O teu olhar sublime guarda a beleza que um dia procurei tocar.
A calma das tuas palavras deixa em silêncio todos os meus medos.
O compasso de espera fez o encontro entre duas presenças que agora o tempo não apaga.
Os pensamentos são vagos mas em todos ha um sabor de desejo.
Uma vontade de querer estar junto impacienta os momentos em que não te encontro.
O sorriso ausente desperta a mente que não sossega.
A falta do teu calor fortalece a chama que não apaga mas que arde na tua ausência.
Um dia quis estar só, mas a essência do meu ser exige alguém que me desperte.
Acorde e jamais me deixe adormecer.
Encontra-me na tua liberdade e liberta o teu sentir.
Terça-feira, 22 de Agosto de 2006
Tarde que não quis ter...
Arrefeci o calor que tenho para ti.
A simplicidade de tudo espera um momento para despertar da escuridão que o tempo apaga.
Levito e volto a errar sobre todas as coisas.
Quero lembrar como era antes de perder quem sou mas não consigo.
Todo dia sou estranho a mim mesmo mas nem o céu conhece toda a terra que alcança.
Prometi ser diferente mas há coisas que não conseguimos cumprir e que a razão desconhece.
Falta o antídoto para as marcas invisíveis que perduram mais que qualquer dor física.
Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006
Seguimento...
Por vezes falhamos.
Não esta ao nosso alcance ser perfeitos e o caminho para ser melhor é ainda longínquo.
Se continuarmos a rir de nos próprios não falhamos.
Sermos únicos a crer na possibilidade de alcançar os momentos de felicidade leva-nos para o campo dos sorrisos ternos.
E vencemo-nos a nos próprios.
Contra a sombra da incerteza somos a luz que afugenta o medo das perguntas Que não queremos fazer porque a resposta esta tão presente que até dói.
Falando comigo as palavras são coincidências marcadas pelo desgaste do tempo.
As respostas ficam presas neste monologo vazio e fugaz.
Escrito algures...
As feridas não cicatrizam e por mais que tente distorcer essa realidade o meu sentir volta à sua existência inicial.
A metamorfose renasce no instante que alcanço a minha consciência.
Não ha mais nada para além das palavras proibidas, das noites passadas em claro e das estrelas sem o brilho comprometedor.
Aqui parado no escuro ainda não consigo libertar a saudade.
Longe de ti.
Escrito algures, guardado na alma sentido na pele.
Sou eu és tu somos nós que descobrimos que o mundo não é feito por aquilo que queremos.
Quinta-feira, 20 de Julho de 2006
Fácil de perdoar...
O primeiro silêncio de todos os restantes dias.
O que rasga as palavras que dizem que não queremos mais.
O que esta escrito não merece ser lido.
Sente o meu toque e grava o momento na tua pele.
Tece a linha que liga o caminho ao céu.
Amor, espero que encontres o sorriso dos teus lábios.
Oxalá possas ser tu quando tudo o resto desaparecer.
Tudo parece fácil mas os longos horizontes impostos estão longe de vencer.
Espero encontrar a maneira de elevar-me ao mundo no qual habitas.
Sou pequeno e a noite abafa a minha boca.
A certeza pertence ao universo inverso.
Aqui em baixo mostra-me as pedras que derrubaste para hoje estares ai.
Passa o supérfluo e vive com naturalidade.
Esquece tudo o que de nada serviu e abraça o caminho da grandeza.
tropeça na minha verdade e vence a luta.
Nunca mudamos o que somos.
Sempre soube...
Fugi de tudo mas apenas tu es a minha razão para ficar
O meu sorriso quando mais ninguém me faz crer
Sobre todas as coisas que desejo.
A manhã não é mais que o simples começar depois de tudo o que a noite acabou.
Este quente arde e o meu corpo incendeia na ebulição da dor.
A dor é o encontro da parte frágil do meu ser.
O chamado a depor na virtude de todas as emoções.
Virtudes...
De que adianta sorrir se por dentro o nosso corpo arde de tanta dor.
De que adianta ser grande se nos sentimos pequenos ao mínimo instante.
Que adianta ter o mundo na mão se o melhor não se conquista sem oportunidades.
Querer ser o que não sou não deixa provocar desalento
Todos os meus defeitos são a certeza que sou eu.
Sábado, 15 de Julho de 2006
Sentidos...
Não deixo de provar a secura dos teus lábios.
Chego junto de ti com sabor da saudade que desvanece quando bloqueias as minhas acções.
O tempo partiu minha alma em dois.
O mar alastrou meu sentir ao longo da costa.
O sol queimou a marca que ficou em nós.
O vento levou a loucura dos momentos em que atingimos a plenitude.
A noite espera...
Segunda-feira, 3 de Julho de 2006
sabores de TI...
Se não partilhas, como saberei algum dia que tudo acabou.
Como posso saber que continuas a existir para além da minha visão.
Continuo à espera naquele lugar onde tudo mudou.
O vento seca as mãos tremulas de tanto escrever as palavras k o mar devolve à terra.
Nada afunda não é digno de permanecer no tempo.
A marca da vida se desvanece no seio da multidão.
Pessoas confundem a cara com os sentimentos que o corpo carrega.
Os olhos brilham na falta do que foram em tempos.
O meu olhar perdura nas ondas que um dia deixei para traz.
Acordo na areia fina que demarca a solidez dos meus passos.
Entrego o melhor de mim pois quero que fique gravado nas rochas que um dia sorri para ti.
Hoje acordei...
São duras as palavras que recuso reconhecer.
A elas estou retido e me pressionam.
Jamais o tempo conserva a sua forma.
Perdi contra tudo o que me dispersa nesta teia de recordações.
O tempo não pára e eu acordei agora.
Deixei de lado a emoção e reconheço agora a resposta a tudo.
É incrível a imensidão que o sentimento atinge e a capacidade com que nos muda.
Falar é sempre fácil.
Sentir não é acessível a todos.
Sexta-feira, 19 de Maio de 2006
Palavras tuas...
Temos que parar dizes tu.
Não passa esse dia em que a chuva se apoderou da luz.
O tempo regride e eu volto ao que era.
Avancei tudo de mim e recuo agora todo o tempo que te quis, todos os passos que dei na tua direcção.
Encontra o rumo que o teu lugar procura.
Promete que sorris quando não estiver aqui.
Promete que tudo o que deixamos vai estar sempre guardado de corpo e alma,
Para sempre feliz porque és tu.